terça-feira, 18 de abril de 2023

O Ovni que Vimos

Eu vi: e antes que alguém conteste o que vou narrar, é bom que fiquem sabendo que, eu não estava só.
Ao contrário, eu estava bem acompanhado de mais três grandes companheiros, e por incrível que possa parecer, todos vimos e até discutimos a procedência daquela luz tão forte que é impossível descrever-lhe o grau de intensidade, partindo da premissa que, jamais havíamos visto alguma coisa com semelhante luminosidade aqui na terra.
Pelo menos no que diz respeito a minha pessoa,ao camarada Zeca e ao David.
Era exatamente cinco horas, (05 h) do dia dezessete de Junho, um domingo.Tínhamos terminado de despescar um igarapé na ilha do Arauaí, junto ao furo do Mutá, entre este e a ilha do São Pedro, quando de repente ouvimos um estalido que nos pareceu ter vindo do Céu.
Erguemos a cabeça a tempo de podermos contemplar um belo espetáculo pirotécnico... É que a centenas (ou milhares quem sabe?) de metros bem á nossa esquerda, numa altura mais ou menos de mil metros, acendia-se fortíssima luz de uma cor indescritível: pelo menos, para a minha ótica.
Acendeu com o foco dirigido diretamente para o centro da ilha... De onde estávamos, dava a impressão que aquela luz era um balão, pois desceu um pouco, parou, depois voltou a subir e quando parou pela segunda vez, começou a soltar chispas, assim como se estivesse queimando: entretanto sua luz, num facho fenomenal iluminava toda aquela região, desde a boca do rio Arienga até lá pelo rio Mari-Mari. De repente apagou.
Ai o David começou a inquirir a todos nós... Vocês viram? Será que alguém sabe responder que luz é aquela?
O camarada Zeca respondeu que aquilo só podia ser um foguete que alguém tinha soltado para anunciar alguma festa,hipótese que foi prontamente descartada por nós dois, haja vista que não houve nem zoada de tiro e também não houve nem uma zoada que se assemelhasse a um estouro de foguete.
O Albino ia dizer alguma coisa com relação àquela aparição quando aquilo acendeu: agora com uma intensidade duas vezes maior e dirigida diretamente para o centro da ilha do Pindauateua, porem, com tanta luminosidade que clareou todo aquele grupamento de ilhas, incluindo a ilha dos Periquitos e deixando ver perfeitamente a silhueta de todas as casas lá da vila de São Pedro9 localizada na ilha desse nome.
De onde estávamos, podemos observar que aquela luz de cor violeta-esbraseada, saia de um objeto que estava completamente parado a centenas de metros acima da mata, e assim permaneceu por mais de quatro minutos, despejando aquele foco violentíssimo de luz que, insisto em dizer, para mim, uma luz psicodélica, jamais vista em toda a minha existência.
Confesso que ficamos aparvalhados a contemplar aquela maravilha de luz que cintilava solitária naquela região, iluminando toda aquela área, desde a boca do furo dos Bragas, passando pelo baixo dos Macacos, Bahia do Santo Antonio, rio Arienga, furo das Marinhas, ilha do São Pedro e até lá por onde nós estávamos.
Olha: por mais que queiramos minimizar essa estória, não se pode admitir em hipótese alguma que, aquela luz seja produto de algum aparelho aqui da terra, tal a mutação das suas cores; pois de vermelho-arroxeado ele imediatamente muda para um tom laranja-púrpura, ou simplesmente fica completamente violeta, com uma luminosidade inenarrável.
Ficamos atônitos a contemplar aquela pirotecnia quando zás- a coisa apagou.
Ficamos a matutar: cara pra cima, a espera de nova aparição, porem esta não mais aconteceu; restou-nos então o comentário: que fenômeno viria a ser aquele objeto com um facho de luz tremendamente potente.
O camarada Zeca nessas alturas já havia mudado de opinião, ele que começou dizendo que aquilo era um foguete, agora afirmava peremptoriamente se tratar de um helicóptero, hipótese que foi logo descartada, haja vista que não se escutou zoada de motor, o que seria perfeitamente audível na distancia em que nos encontrávamos do objeto.
Também não podia ser uma sonda meteorológica por que, desde a primeira aparição o objeto permaneceu no mesmo lugar e até a hora que apagou não mudou de trajetória uma única vez; ademais, não se conhece sonda que tenha tamanha intensidade em sua luz.
Balão não podia ser, pois balão não fica parado indefinidamente sobre determinado lugar, sem que o vento o-leve para um lado ou para outro, o que não aconteceu com aquele objeto que, apenas deslocou-se por duas vezes na vertical, porem não pendeu absolutamente para lado nenhum e quando apagou sua luz, o fez de uma vez, não deixando nem sinal do que fora aquele extraordinário facho luminoso.
Para o Albino, aquilo não era novidade, pois segundo suas palavras, ele sempre via aquele negócio, vez por outra, quando estava fazendo suas pescarias.
A diferença na sua ótica só consistia no seguinte; é que , às vezes que ele viu a luz, esta mudava de azul para verde, de verde para vermelha e de vermelha para amarela, nunca porem chegou amostrar as cores que nós vimos...Isso “aliás” nos levou a imaginar que para cada período do ano o objeto trocava de jogo de luz, pois às vezes que o Albino viu a luz foi no período do inverno, já nós vimos em pleno verão.
De um modo ou de outro, ou seja; mude ou não mude de cor de acordo com o período do ano, acho que esse objeto precisa ser investigado pelas nossas autoridades competentes, haja vista que podemos estar sendo monitorados por componentes de outras civilizações, das quais nem ao menos sabemos a sua procedência, quanto mais, as suas intenções.
Por outro lado, cabe às nossas autoridades divulgarem algo sobre a vigilância aérea em nosso território, posto que, todos os brasileiros estão sabendo que a nação está gastando uma fortuna com equipamentos eletrônicos de alta precisão e de ultima geração, o que nos induz a pensar que temos o direito de saber para que servem esses tais equipamentos.
A não ser que, esse projeto Sivam esteja sonegando informações ao povo brasileiro que, em ultima analise tem o direito de saber, pois somos nós, os contribuintes que arcamos com o pagamento de tais equipamentos e que por conseguinte devemos saber tanto o que ocorre sobre nossas cabeças como aquilo que acontece sob nossos pés, uma vez que tais objetos não identificados são vistos ao mesmo tempo em diversas partes de nosso país e em outros com tecnologia mais avançada e que, mesmo assim esconde tais informações.
O que nos preocupa é sabermos que estamos sendo vigiados por alguém ou alguma coisa que não conhecemos, mas que,de uma hora para outra pode provocar um pânico generalizado, haja vista o que aconteceu com as torres gêmeas de Nova York, pois foi falado que alguns órgãos do governo foram alertados do que poderia acontecer, todavia não tomaram as devidas providencias no sentido de informar a população para que ficasse preparada para identificar os sintomas de um atentado em andamento, e dessa forma reagisse com mais rapidez para evacuar o Wolrd Trade Center. Nós pedimos a Deus para que essa falta de informação que hoje os povos de todo o mundo são vitimas não venha causar mais mal do que já provoca.
Será que a população mundial não está preparada para saber que existe vida em outras galáxias? Será que é justo um cidadão não saber que seu vizinho é um alienígena? Será que é correto apenas uns poucos saberem e não tornar público tais informações e decidirem o que a grande maioria pode ou não ter conhecimento? Afinal, somos ou não a única colônia inteligente do universo?
Souzapassarinho.

Santa Bárbara, Pará, 20 de junho de 01.

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