terça-feira, 29 de outubro de 2019

Serraria Santa Rosa.

Ao que sabemos, tendo sido informado por pessoas que viveram à época, a Serraria e fabrica de Caixas Santa Rosa foi fundada pelo Sr. Francisco Coelho, não me sendo informada a data da sua fundação e nem tão pouco se sabe a nacionalidade de seu fundador. Sabemos, todavia que lá pelos idos de 1908 a1910ela fora vendida ao senhor José Paniágua, conhecido como Comandante Paniágua, de nacionalidade espanhola que empreendeu grande progresso a referida indústria, o que alavancou o desenvolvimento local, com construção de muitas Ca sas para seus empregados, uma Capela de onde veneravam Santa Rosa, e também uma Escola, onde as crianças aprendiam até a 3ª serie primaria, tendo como sua primeira professora a senhora conhecida como Professora Santinha. Segundo o informante, o Comandante Paniágua era uma pessoa muito humana, tratava todo mundo com urbanidade e ficava entristecido quando sabia de algum desenlace em qualquer família, fosse ou não pessoa de sua intimidade. Seu braço direito nos negócios era seu genro Sr. Luiz, a quem todos conheciam e chamavam Luiz Paniágua, cidadão super educado e grande amigo da população. Sua Esposa chamava-se Elba e era a filha única do casal José e Filomena Paniagua, conhecida na redondeza como Dona Filó. O casal, (Luiz e Elba) tinha dois filhos cujos nomes de batismo não eram conhecidos pelos informantes que apenas sabiam seus apelidos, sendo que chamavam ao mais velho, Bebê, enquanto o mais novo era chamado de Eldo. Então, na época do aprendizado os garotos foram para Belém e só voltavam á Santa Rosa nas férias ou em feriados prolongados, razão pela qual eram quase desconhecidos dos moradores das redondezas. Finalmente, durante a vida útil da Serraria e Fabrica de Caixas Santa Rosa, ela pertenceu a (04) quatro proprietários que foram os Senhores, pela ordem... Francisco Coelho, José Paniágua, Sr.Dr. Felix Guimarães e Sr. Adelino Mesquita, também proprietário da Serraria Guajará, em Belém do Pará.

domingo, 27 de outubro de 2019

A Escrava Luciana

SANTA BÁRBARA DO PARÁ/PA. A ESCRAVA LUCIANA. Segundo a 3ª geração dos herdeiros das terras de Santa Bárbara do Pará, chega ao Brasil, a escrava Luciana Silva ainda criança com 10 anos, vindo da África Guiné-Bissau, ex-colônia Portuguesa a menina era uma Linda escrava, e com o passar dos anos, ficava mais bela, e o seu Sr.Coronel Gomes, era apaixonado por ela, e os demais escravos também ficavam fascinado com tanta beleza. Mas eles nem se aproximavam da mesma, pois tinham medo de ir para o tronco, e pegar muitas chibatadas. O coronel Gomes, passou a viver maritalmente com a mesma, ela engravidou e teve uma Linda menina ao qual foi batizada com o nome de sua mãe, filha única do casal. Século XIX após a abolição da escravatura no Brasil, denominada Lei Áurea (assinada em 13 de maio de 1888), O Coronel Gomes, adquiriu por compra uma sorte de terras de outro senhor chamado Francisco José Caldeira; terras estas que foram doadas, como forma de pagamento a sua ex-escrava e companheira. Sua filha Luciana, já casada e mãe de seis filhos cuidaram de procurar um lugar no terreno onde pudessem fazer sua morada, e assim subiram o rio Traquateua até encontrar o inicio da terra que era completamente desabitada. Entraram na mata e foram surpreendidos por violento temporal que, fez com que se abrigassem sob uma enorme arvore. Como eram católicos, fizeram uma promessa com Santa Bárbara, (padroeira dos relâmpagos e trovões) caso a tempestade passasse sem molestá-los, eles colocariam o nome da propriedade de “Sitio Santa Bárbara”. A chuva passou, a promessa foi cumprida e assim nasceu Santa Bárbara.Luciana Maria Gomes da Silva, teve seis filhos que se chamavam Felipe Santiago Gomes Silva, Hermenegildo Gomes, Heloi Gomes, Antonio Joaquim Gomes, Maria Izabel Gomes e Felícia Gomes da Silva respectivamente, ao darem inicio a construção da primeira casa do Sitio Santa Bárbara fizeram nova promessa, (ou seja) no dia que terminassem a construção o santo do dia seria o seu padroeiro. Assim que, a casa ficou pronta no dia vinte de janeiro. O ano seria 1890 ou 1891, não se sabendo com exatidão, pois não existem anotações a esse respeito... O que se sabe é que, a partir de então o São Sebastião passou a ser o padroeiro de Santa Bárbara. COMO SANTA BÁRBARA CRESCEU. De 1891 até 1930 todo o movimento de Santa Bárbara se resumia à casa grande onde residia a velha Luciana e seu filho mais velho, Felipe Santiago Gomes da Silva, acompanhado de esposa e filhos. Os outros cinco filhos viviam cada um em seu sitio dentro das terras de Santa Bárbara, em lotes devidamente doados por sua mãe. Assim Santa Bárbara nasceu onde nos dias de hoje funciona uma Cerâmica de propriedade do Sr. Francisco Baia Filho, por sinal, um dos tataranetos da velha escrava Luciana. Em 1929, os herdeiros e filhos de herdeiros, construíram a primeira igreja de São Sebastião e em1930 foi celebrada a primeira Missa em Santa Bárbara... Seu celebrante foi o Pároco da Vila de Mosqueiro, um padre alemão chamado Eurico que, alem de rezar a missa batizou a primeira turma de crianças, sendo uma das crianças a Sra.Maria Alves de Souza Baia ( Atualmente com 92 anos) da povoação de Santa Bárbara. Sra.Maria Alves de Souza Baia SR.Raimundo Alves de Souza Pesquisador e Historiador do Município de Santa Bárbara do Pará. http://nhapango.blogspot.com